Há nove meses eu estava muito ansiosa.
Há nove meses estava cheia de dores.
Há nove meses até dizia algum mal da minha vida...
Há nove meses pensava que não mais quereria ter outro filho.
Mas, volvidos nove meses, afastei esses pensamentos mais negativistas.
Passados nove meses acredito que a minha filha é o melhor que a vida me deu.
Passados nove meses vejo-a crescer e apreeender o mundo exterior a uma velocidade louca.
Passados nove meses já bate palminhas e ri com quantos dentes tem na boca (quatro).
Pensar que há 18 meses era apenas um ser microscópico...
Pensar que há 18 meses eu estava aterrada com a ideia de ter um filho (embora o quissese, claro).
Pensar que há 18 meses eu não conhecia este amor desmedido e incondicional.
Obrigado Carolina, por existires!!!!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
"Pingo doce venha cá!"
O título não é uma promoção ao supermercado mas sim a nova banda sonora da vida da minha princesa. Quando ouve este anúncio ou quando lhe trauteamos a música, começa logo a querer dançar (à maneira dela, claro), abanando o tronco e mexendo as pernas com vigor. E faz ela muito bem. A música é um óptimo entretenimento. É bom que comece a apreciar cedo, mesmo que se inicie pelos anúncios televisivos.
Entretanto, a "titicas", como eu e o pai lhe chamamos, já come peixinho há algumas semanas. Começou pela marmota, passou pelo linguado e na semana passada provou a maruca. Grande "maruca"!!!
Também já começa a sair ao pai e à mãe em matéria de doces. A avó deu-lhe a provar queque de cenoura e eu ofereci-lhe um pouco de musse de chocolate. É claro que não se fez de rogada em nenhum dos casos, até porque tudo o que vê cobiça, seja comestível ou não!
Entretanto, a "titicas", como eu e o pai lhe chamamos, já come peixinho há algumas semanas. Começou pela marmota, passou pelo linguado e na semana passada provou a maruca. Grande "maruca"!!!
Também já começa a sair ao pai e à mãe em matéria de doces. A avó deu-lhe a provar queque de cenoura e eu ofereci-lhe um pouco de musse de chocolate. É claro que não se fez de rogada em nenhum dos casos, até porque tudo o que vê cobiça, seja comestível ou não!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Mais "frajolas"
A Carolina anda doentinha, com febre e muito má disposição. As noites então são impensáveis! Nem dorme ela nem durmo eu, apenas o pai lá vai conseguindo descansar aqui e ali, por entre o choro intenso da bebé.
Para evitar levá-la para o infectário - como lhe chamou ontem uma médica do Pediátrico, referindo-se ao infantário - estou a trabalhar entre as 7 da manhã e a uma da tarde. O meu pensamento está sempre com a Carolina: como será que se está a sentir, estará a chorar, terá febre, estará feliz?
Ela é tão mexida que nota-se "a léguas" quando não está bem. Fica prostrada, com um ar infeliz e não reage às brincadeiras.
Entretanto, boa ou má notícia: mais dois dentes vêm a caminho. São os incisivos centrais superiores, bem grandes por sinal. Estou ansiosa por ver o sorrisinho dela à velhota!...
Para evitar levá-la para o infectário - como lhe chamou ontem uma médica do Pediátrico, referindo-se ao infantário - estou a trabalhar entre as 7 da manhã e a uma da tarde. O meu pensamento está sempre com a Carolina: como será que se está a sentir, estará a chorar, terá febre, estará feliz?
Ela é tão mexida que nota-se "a léguas" quando não está bem. Fica prostrada, com um ar infeliz e não reage às brincadeiras.
Entretanto, boa ou má notícia: mais dois dentes vêm a caminho. São os incisivos centrais superiores, bem grandes por sinal. Estou ansiosa por ver o sorrisinho dela à velhota!...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
"Funga"
"Faz o funga, Carolina!", "faz o funga!" e lá começa ela a inspirar e a expirar rapidamente pelo nariz. Até faz umas ruguinhas maravilhosas no cimo do nariz com esta brincadeira.
Hoje faz oito meses a minha menina. Anda cada vez mais espertalhona; de dia para dia há quase sempre uma nova conquista, uma nova interacção com quem a rodeia. E também anda terrível para adormecer à noite. Antes das 23 horas é praticamente impossível deitá-la sem que chore a protestar. Quer ver televisão, sentada na cama dos pais, até altas horas. Inicia-se cedo na "boémia", para já caseira.
Depois, tenta arrancar o nariz de tanto esfreganço provocado pelo sono. "Está na hora, Carolina. Tens de dormir!!..."
Hoje faz oito meses a minha menina. Anda cada vez mais espertalhona; de dia para dia há quase sempre uma nova conquista, uma nova interacção com quem a rodeia. E também anda terrível para adormecer à noite. Antes das 23 horas é praticamente impossível deitá-la sem que chore a protestar. Quer ver televisão, sentada na cama dos pais, até altas horas. Inicia-se cedo na "boémia", para já caseira.
Depois, tenta arrancar o nariz de tanto esfreganço provocado pelo sono. "Está na hora, Carolina. Tens de dormir!!..."
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Palma, palmas e pão
Os três "pês" - porque não?... poderia ser outro título possível. Mas a explicação é simples.
"P" de palma:
Há três dias atrás, o Ricardo e eu experimentámos algo com a Carolina. Démos-lhe uma pulseira (minha) para a mão e pedimos de seguida que esse mesmo objecto nos fosse entregue, na nossa palma da mão. Durante as várias tentativas, e com alguns falhanços pelo meio - é claro! - ela lá entregou a "pulseirinha", com a intenção clara, pensamos nós, de efectivamente a largar.
"P" de palmas:
No final de cada uma destas experiências bem sucedidas, apressámo-nos a felicitar a bebé pelo seu feito até agora inédito. Batemos palmas e gritámos "eh!!". E a Carolina reage tentado também ela bater palmas, mas com um movimento de mãos de cima para baixo. Parece que sacode os dedos, uns entre os outros.
"P" de pão:
Na passada 3ª feira, dia 12, depois da recomendação e luz verde do médico pediatra, démos pão a mastigar pela primeira vez à Carolina. Ela pegou em grandes pedaços, amoleceu-os com saliva e lá foi engolindo algumas partículas. Mas faz cara feia quando um pouco de pão lhe passa na goela, dado que apenas está habituada a líquidos ou a alimentos sólidos liquidificados.
"P" de palma:
Há três dias atrás, o Ricardo e eu experimentámos algo com a Carolina. Démos-lhe uma pulseira (minha) para a mão e pedimos de seguida que esse mesmo objecto nos fosse entregue, na nossa palma da mão. Durante as várias tentativas, e com alguns falhanços pelo meio - é claro! - ela lá entregou a "pulseirinha", com a intenção clara, pensamos nós, de efectivamente a largar.
"P" de palmas:
No final de cada uma destas experiências bem sucedidas, apressámo-nos a felicitar a bebé pelo seu feito até agora inédito. Batemos palmas e gritámos "eh!!". E a Carolina reage tentado também ela bater palmas, mas com um movimento de mãos de cima para baixo. Parece que sacode os dedos, uns entre os outros.
"P" de pão:
Na passada 3ª feira, dia 12, depois da recomendação e luz verde do médico pediatra, démos pão a mastigar pela primeira vez à Carolina. Ela pegou em grandes pedaços, amoleceu-os com saliva e lá foi engolindo algumas partículas. Mas faz cara feia quando um pouco de pão lhe passa na goela, dado que apenas está habituada a líquidos ou a alimentos sólidos liquidificados.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O menu alarga-se

Já em casa depois de 12 dias de internamento no Hospital Pediátrico, as coisas vão voltando lentamente ao normal. Ontem tomou o primeiro banho de banheira (e não de manápula) após a cirurgia. Há muito que se senta brincando com a imensa panóplia de brinquedos... e a perna direita mexe como se nada se tivesse passado.
Entretanto, na sopinha experimentou hoje a carne de vitela. Pareceu aprovar. Pelo menos, comeu quase tudo. E também já voltou ao bacio - fez um chichi esta manhã.
Uma das coisas que a Carolina apreciou no hospital foi a visita dos Doutores Palhaços. Cantaram-lhe (a ela e aos outros meninos) uma "modinha" de Leste (russa talvez... ou simplesmente inventada por eles) que eu ainda tento trautear. O resultado é um sorriso enorme, quando não são gargalhadas.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Artrite séptica
Por conta desta maldita infecção, que eu nunca tinha ouvido falar, a minha princesinha, tão pequenina, está há nove dias internada no Pediátrico. E eu com ela, claro, nem que tenha de dormir sobre pedras, mas não largo a minha filhota por nada deste mundo.
Vejo-me a dizer a mim mesma como nos queixamos constantemente de "barriga cheia"!!!! O que eu não dava para ela me acordar cinco vezes por noite, ou mais, no conforto do nosso quarto, sabendo que nada de ruim a afecta...
Mas ela vai ficar boa, nunca deixei de acreditar nisso, ainda que nalguns momentos a minha fortaleza tenha ruído como um castelo de cartas.
Não mais irei esquecer o momento em que a encontrei na sala de recobro, após a operação e cerca de duas horas de anestesia geral. Mas tive de ser forte para a segurar nos braços e ajudar a trazer de volta a MINHA CAROLINA.
O processo ainda não terminou. Ainda tenho muita força e apoio e amor a dar-lhe. Não tenho outro caminho. Sem ela não sou nada. Sem a minha filha já não me sinto gente...
Vejo-me a dizer a mim mesma como nos queixamos constantemente de "barriga cheia"!!!! O que eu não dava para ela me acordar cinco vezes por noite, ou mais, no conforto do nosso quarto, sabendo que nada de ruim a afecta...
Mas ela vai ficar boa, nunca deixei de acreditar nisso, ainda que nalguns momentos a minha fortaleza tenha ruído como um castelo de cartas.
Não mais irei esquecer o momento em que a encontrei na sala de recobro, após a operação e cerca de duas horas de anestesia geral. Mas tive de ser forte para a segurar nos braços e ajudar a trazer de volta a MINHA CAROLINA.
O processo ainda não terminou. Ainda tenho muita força e apoio e amor a dar-lhe. Não tenho outro caminho. Sem ela não sou nada. Sem a minha filha já não me sinto gente...
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